A MANSÃO DAS ESTAÇÕES

Alcateia do Sonhar

Jonas desceu pela rua escura em direção à casa no fim do caminho, uma grande mansão de três andares e um belo jardim recheado de rosas e tulipas, um pequeno caminho seguia entre os canteiros e arcos floridos até a pequena porta localizada no fim do jardim, a casa fora pintada em um tom amarelado com algumas áreas em azul e branco lembrando o verão, suas muitas janelas estavam escuras devido a hora, era quase meia noite quando Jonas decidira sair de encontro a Mansão das Estações, nome dado pelos outros moradores da rua.
Ele pulou o pequenino portão de entrada e se enfiou no meio das rosas em direção aos fundos da casa, seu cuidado para não acordar os inquilinos era enorme. Os fundos da casa eram tão incríveis quanto a entrada, a pintura da parte traseira da residência era feita com cores alaranjadas, algumas arvores frutíferas se espalhavam…

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BOTÃO DE ROSA

Alcateia do Sonhar

Cynthia corria pela rua atrás da pequena bolinha que disparava pelo céu, Junior tinha o braço forte e acertara em cheio a bolinha com o cabo de vassoura, a pequena inclinação que a rua possuía até ajudava a moleca que se aproveitava da gravidade para ganhar velocidade, os dois batedores estavam correndo entre duas garrafas contando os pontos enquanto ela não chegava com a bolinha em mãos, mas Cynthia era boa, rápida e não se deixaria perder por uma jogada daquelas.

– VITÓRIA!!! – Cynthia gritou quando pegou a bolinha no ar, Marcelo seu colega, vibrava de alegria com a grande reviravolta no jogo, as outras crianças que aguardavam sua vez na brincadeira zombavam de Junior e Elias por terem perdido o jogo.

Cynthia deitou no chão e riu de alegria, fazia tempo que não brincava de taco com seus amigos devido aos estudos, mas nas férias tudo muda, sem…

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BICHO PAPÃO

Alcateia do Sonhar

Oliver descia a escada da casa cuidadosamente, a meia branca que calçara escondia o som de seus passos enquanto ele caminhava em direção ao banheiro, sua respiração estava desregulada, acabara de acordar de um sonho ruim, daqueles em que você anda calmamente e cai em um buraco escuro, mas desta vez foi diferente, ele não acordou de imediato, ficou caindo por alguns segundos enquanto um riso grave aumentava de volume, só quando o som ficou perto demais que Oliver acordou, seu travesseiro estava molhado de suor, sua mãe o mataria de manhã pois tinha urinado nas calças, por sorte não molhara o colchão novo.

O corredor estava escuro, possuía um sensor de presença que apagava a luz quando não havia ninguém, ele caminhou a passos rápidos para o banheiro, a luz demorou alguns instantes para perceber que ele estava ali, mas acendeu, a tenebrosa risada ainda rodeava os pensamentos do…

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